*Por Antonio FIGUEIREDO Sobrinho

O medo, incerteza, impotência e angústia vêm, infelizmente, invadindo os lares de todos nossos Companheiros.  Temos acompanhado a luta diária que os integrantes da Corporação travam para continuar garantindo a segurança da população, e, ao mesmo tempo, lutando contra um inimigo invisível que é o COVID-19.

Foto: Divulgação

Em uma abordagem policial, as equipes não tem a chance de pedir o exame negativo de COVID-19 para os averiguados. Às vezes muitos estão sem máscaras e desrespeitando todas as regras de isolamento. Estão nos tradicionais pancadões, ou em área de tráfico de entorpecentes. Mas nossos policiais precisam agir. Primeiro vem à responsabilidade em coibir o crime, depois vem às precauções para se manter distante do Vírus. Certo? Sim. Infelizmente é isso que ocorre, e nós sabemos disso.  A vida do nosso Companheiro vem em segundo lugar. Primeiro vem o cumprimento do juramento que fizemos em defender a sociedade com a nossa própria vida.

Assim tem sido em nosso dia a dia na APMDFESP.

Informações de Associados que ‘tombam’ em decorrência do vírus. Outras inúmeras informações de Companheiros internados em estado grave, lutando pela vida. E ainda aqueles que receberam alta médica, mas lutam para superar as sequelas deixadas pelo inimigo invisível.

Podem existir outras profissões, como da área médica, que tenha sido tão corajosa e importante nessa luta desleal contra a COVID-19. Mas nenhuma é mais combatente que os policiais militares.

Números assustadores de óbitos em 2020 apontam que perdemos mais Companheiros para o vírus do que mortes em serviço.

E a APMDFESP, entidade de retaguarda aos Associados, percebe diuturnamente essa triste estatística. Houve um aumento considerável de ressarcimento de Auxílio Funeral. Temos encaminhado um número muito grande de cestas básicas, medicamentos, equipamentos e suprimentos para Associados que se recuperam da Covid-19. Percebemos o aumento de atendimento ao Policial da ativa que procura por nossos profissionais do Departamento de Clínicas para consultas com nossos psicólogos.

Enfim, toda essa situação demonstra um ‘afunilamento’ e precisamos reverter esse quadro.

A APMDFESP, nesses 28 anos de luta, nunca se ausentou de sua responsabilidade.

Buscamos Cuidar Bem da Família Policial Militar em cada dia de todos esses anos. E nossa missão não pode parar.

Precisamos, mais do que nunca, que os nossos Companheiros entendam a necessidade de continuar integrando o nosso Quadro Associativo. Na verdade, como houve um aumento significativo dos nossos atendimentos, precisamos ganhar novos membros desta Família.

Nunca abandonaremos um Companheiro no campo de batalha. Mas pedimos, encarecidamente, que não nos abandonem nessa difícil trajetória.

Vamos vencer essa batalha, juntos.

*Antonio FIGUEIREDO Sobrinho é presidente da APMDFESP – Associação dos Policiais Militares com Deficiência do Estado de São Paulo.