Aline Pinho

O Departamento Jurídico da APMDFESP recebeu com satisfação a decisão da Corregedoria da Polícia Militar que sugeriu arquivar, na última sexta-feira (7), o inquérito que apurava a conduta dos PMs envolvidos na tragédia de Paraisópolis. A investigação concluiu que os agentes no caso agiram em legítima defesa.

Para o advogado Fernando Capano, responsável pela defesa de 10 policiais associados, a decisão condiz com a lógica defendida desde o começo das investigações. “Trata-se da nossa primeira vitória no caso. Não há como apurar nexo de causalidade entre a conduta dos policiais na ocorrência e as lamentáveis mortes ocorridas, conforme falamos desde o princípio”, diz.

Nesta segunda-feira (10), o relatório da Corregedoria segue para o Ministério Público, que poderá concordar com o pedido de arquivamento, sugerir novas diligências ou apresentar denúncia contra os PMs.

“Vamos aguardar o posicionamento da Justiça Militar. Nossa expectativa é que o Poder Judiciário homologue as conclusões do inquérito militar, determinando seu arquivamento. Iremos trabalhar para que a Justiça Comum também chegue na mesma conclusão”, afirma Capano.

Entenda o caso – Em dezembro do ano passado, nove pessoas morreram em Paraisópolis, Zona Sul de São Paulo, após tumulto havido em um baile funk. Ao todo, 31 policiais que participaram de operação no referido Baile foram investigados por suspeita de participação na tragédia. Após o ocorrido, os agentes foram afastados de suas funções operacionais.

Essa primeira etapa comprova o empenho e o trabalho de excelência desenvolvido pelo Departamento Jurídico, em defesa dos direitos do corpo associativo APMDFESP.