Aline Pinho

Consegue ouvir bem, mas não compreende o que o outro fala? Tem dificuldade de concentração e precisa pedir para que repitam o que foi dito? Esses e outros comportamentos são sinais do Distúrbio do Processamento Auditivo Central (DPAC).

Segundo a fonoaudióloga Regina Veleiro, especialista na área de linguagem, o processamento auditivo é a capacidade que o sistema nervoso tem para traduzir as informações enviadas pela audição. “Essa habilidade está diretamente relacionada com a possibilidade de prestar atenção em um som e ignorar outros. As causas mais comuns são problemas de origem genética, lesões cerebrais por anóxia ou traumatismo craniano, além de outros distúrbios neurológicos”, explica.

O diagnóstico é feito por uma avaliação específica do processamento auditivo realizada por um fonoaudiólogo da área de audiologia. “O teste realizado em cabine acústica a partir dos 7 anos é um dos métodos terapêuticos utilizados na reabilitação no DPAC. Após os exames é possível ter um relatório com os resultados obtidos”, orienta.

Ainda de acordo com a especialista, é importante o tratamento fonoaudiológico e apoio da equipe multidisciplinar como otorrinolaringologista, psicopedagogo, psicólogo e neurologista. Na APMDFESP, a fonoaudióloga atua no processo de desenvolvimento da linguagem oral e escrita, dando ênfase nas dificuldades de aprendizagem e orientações aos pais e escola. “Faço atendimento em conjunto com a psicopedagoga e psicólogos da Associação nas alterações de DPAC. Com o tratamento desde cedo, a criança terá muito mais chances de um ótimo desempenho escolar”, ressalta.