Aline Pinho

O Dia da Pessoa com Deficiência Física, celebrado nesta sexta-feira (11), provoca discussão sobre a importância da acessibilidade e inclusão social. Profissionais de saúde, como fisioterapeutas, também aproveitam a data para lembrar como os exercícios são fundamentais na qualidade de vida de quem tem alguma limitação motora.

A atuação da fisioterapia no processo de reabilitação contribui para diminuir complicações e incentiva uma vida mais independente. “Manter os movimentos, a força muscular e estimular o paciente são exercícios fundamentais para que ele (re) aprenda a ter sua independência funcional de volta, já que quando adquire uma deficiência, perde alguns movimentos e/ou funções”, explica a fisioterapeuta da APMDFESP, Michelle Donnina.

A especialista em RPG ressalta ainda que o tratamento para essas pessoas envolve exercícios ativos e/ou passivos para manter a amplitude articular, melhorar a flexibilidade e a força muscular. “Dependendo da deficiência, trabalhamos com treino de equilíbrio, de marcha e controle de tronco. Para isso, avaliamos as dificuldades de cada paciente”, esclarece.

Ainda segundo a fisioterapeuta, o deficiente físico precisa se movimentar para não acentuar os efeitos da limitação. “Se ele não fizer exercícios corre risco de perder força, ter encurtamento muscular, rigidez articular, entre outras complicações. Em todos os casos, orientamos o paciente, que for independente, a se manter em movimento dentro das suas limitações, seja realizando alongamento ou atividades diárias, como vestuário, higiene e alimentação. Já para as pessoas dependentes, recomendamos que os cuidadores sejam os responsáveis por realizar esse movimento”, aconselha.

A APMDFESP conta com uma equipe de seis fisioterapeutas para atender cada associado que apresenta dores em geral, passando por traumas mais sérios até os que sofreram sequelas, como AVC e lesão na medula.