Aline Pinho

Aos 8 anos de idade, Bárbara Valentina dá exemplo de cuidado e amor. O dia a dia da pequena com o pai Airton Belmiro, diretor de Clínicas da APMDFESP, não é diferente de uma “paternidade padrão”. Cadeirante há quase 30 anos após levar um tiro e ficar paraplégico, ele conta que ser pai com deficiência física não é obstáculo.

“A relação com minha filha é de muito afeto e companheirismo”, afirma Airton.

“A relação com minha filha é de muito afeto e companheirismo. Ela participa de todos os momentos e até se preocupa quando não estou bem. A cadeira de rodas não me limita, pois consigo estar com ela em passeios, reuniões da escola e em outros ambientes. Sou feliz porque tenho a sorte de receber diariamente o amor verdadeiro da minha filha, dos meus familiares”, expressa Airton, com o coração cheio de orgulho.

Para a psicóloga da Associação, Amanda Sestito, o fato de estar em uma cadeira de rodas não impede pai e filhos de vivenciarem momentos únicos e especiais. “O vínculo que a pequena tem com o pai é fundamental no processo de desenvolvimento emocional e amplia a visão da criança de que um deficiente físico não é incapaz. Esse exemplo de superação em casa é mais real e permite que ele torne a maior referência que ela poderia ter”, afirma.

Airton também é pai de outros três filhos: Airton Júnior, de 29 anos, Ricardo, 31, e Anderson, de 33.