Home “A APMDFESP ampara o PM e a família”,  comenta esposa de Cabo PM Rodrigo de Oliveira, que perdeu 76% de massa encefálica após ser alvejado com tiro de fuzil
« Home »
6 jun, 2017 Comments: 0

“A APMDFESP ampara o PM e a família”,  comenta esposa de Cabo PM Rodrigo de Oliveira, que perdeu 76% de massa encefálica após ser alvejado com tiro de fuzil

Tags
Plurk
Share this

Luciana Rosana da Silva Oliveira (dir.), esposa do Cabo PM Rodrigo de Oliveira, com os filhos Gabriel e Maria Luiza

“O Rodrigo se associou à APMDFESP em 2008 por causa do Gabriel, nosso filho que tem Síndrome de Down e que está com 20 anos. A ocorrência com ele aconteceu em 2009, quando trabalhava na 2ª Cia do 5° Batalhão. A viatura foi chamada para apoio à perseguição de criminosos após tentativa de roubo de caixa eletrônico,  em Guarulhos. Quando os bandidos entraram em São Paulo foram metralhando todos os policiais que apareciam pela frente e fizeram o mesmo com o veículo do  Rodrigo. Um tiro pegou na viatura, ultrapassou o acrílico de proteção do motorista e o acertou na cabeça. O parceiro só percebeu o ferimento porque ele perdeu a direção, mas continuou segurando o volante, acelerou e foi em direção a uma árvore. O companheiro puxou o freio e, quando o corpo do Rodrigo foi para a frente, é que pode ver que ele estava ensanguentado.

Colocaram meu marido em outra viatura e o levaram para o hospital Nippo Brasileiro, onde foi socorrido, passou por cirurgia. Tudo aconteceu de madrugada e soube por volta de 9h. A irmã dele veio ficar com as crianças e fui para o hospital. O diretor do hospital me chamou para falar da cirurgia, que ele era forte, que tinha sido bala de fuzil. Mas a espessura craniana dele é mais grossa que o comum. A bala fincou no crânio. Foi uma cirurgia delicada  e ele perdeu 76 por cento de massa encefálica. Também teve uma perfuração no pulmão com a freada repentina para a frente. Colocaram dreno e fizeram tudo o que tinha de ser feito. Quando ele saiu, parecia que estava dormindo.

O Rodrigo teve sequelas cognitivas severas e mobilidade reduzida. Não usa cadeiras de rodas, mas não pode ficar sozinho pois tem a memória falha. Às vezes fala que vai trabalhar e lembro da ocorrência. Tem esses altos e baixos.  Mas é um milagre. E é o que os dois neurologistas dele me falaram. A bala foi retirada depois de 11 meses após sua situação ter estabilizado. Se o projetil ficasse poderia causar mais danos, lesões. Mesmo com o projétil no corpo, ele começou a fazer fisioterapia na APMDFESP, que nos deu tudo desde o começo.

No dia do acidente, o pessoal da associação foi lá e nos ajudou com tudo o que precisávamos. No período em que passou no HPM, a associação forneceu colchão especial, encosto para cabeça, cesta básica, fraldas… O Gabriel, que já passava pelo psicólogo da associação, precisou de reforço por causa do choque. Hoje o Rodrigo faz também terapia ocupacional e passa com a fonoaudióloga. Usamos o jurídico, na época, para dar entrada no processo para eu me tornar a curadora definitiva dele.

Para nós, a associação é tudo, nunca nos desamparou. E falo isso para todos, onde quer que esteja. Sempre recomendo aos PMs que se associem pois nunca sabemos o dia de amanhã. A APMDFESP ampara o PM e a família. É um porto seguro para a gente. Só quem passa por essa situação sabe como é. E na APMDFESP não tem distinção: eles ajudam a todos. Não tenho o que reclamar.”

 

Luciana Rosana da Silva Oliveira, esposa do Cabo PM Rodrigo de Oliveira

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *