“A fisioterapia da APMDFESP é ótima. Minha coluna está bem melhor”, comenta mãe de associado

Dona Susana faz fisioterapia na associação e aproveitou para fazer exame oftalmológico

Há cerca de três anos Susana de Barros Gimenes, mãe do Soldado PM Igor de Barros Ginenes, frequenta a APMDFESP. Ela é uma das pacientes do Setor de Clínicas e Reabilitação que faz fisioterapia com a Dra. Michelle Barreto.

“Tenho lordose, osteoporose e sofro com o nervo ciático. Faço fisio uma vez por semana com a Michelle e acupuntura com a dona Elisa. Minha coluna está bem melhor”, comentou.

Recentemente, ela e outros associados e dependentes da Associação  puderam fazer exames de visão na sede da entidade. Com a parceria realizada entre a instituição e a  Clínica de Olhos Nova Visão Healthcare um optometrista atendeu os interessados em checar o grau dos óculos ou a necessidade de usá-los.

“Adorei demais poder fazer esse exame aqui”, comentou ela que, após descobrir que o grau de suas lentes aumentou foi pesquisar cerca de 300 armações de várias marcas trazidas para aqueles que  quisessem adquiri-las.  Todas tinham 30% de desconto e podiam ser parceladas no cartão em até 10 vezes.

Do grupo atendido na APMDFESP, duas pessoas foram encaminhadas a especialistas para melhor avaliação da saúde de seus olhos.

Susana durante o exame oftalmológico feito na sede da APMDDESP

 

 

 

APMDFESP: uma história de lutas

(Foto: Divulgação) Elcio Inocente, presidente da APMDFESP

 

A Asssociação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo (APMDFESP) comemorou 24 anos de vida no dia 29 de janeiro. A data foi comemorada com muita alegria e e recordação da superação dos muitos obstáculos que apareceram ao longo do caminho.

A história da APMDFESP emociona a todos, mas principalmente aqueles que estão há mais tempo na luta pelos direitos do policial militar portador de deficiência,como o presidente da instituição, Elcio Inocente, de 66 anos,3º Sargento PM, que conheceu a APMDFESP em 1997.

“Nosso começo foi uma luta. Montávamos cestas básicas com doações de alimentos que vinham à granel. Com esse material, fazíamos sacolinhas para dar aos policiais mais necessitados. No começo só havia fisioterapia e a parte social. Nossos recursos eram muito limitados. Mas o tempo foi nos norteando, conseguimos agrupar mais policiais deficientes, o número de associados foi aumentando e nos possibilitando melhorar nosso atendimento”, lembra o presidente.

Cadeirante desde 79, em virtude de uma troca de tiros ocorrida quando atendeu um chamado de assalto com refém, o 3º Sargento PM Elcio Inocente foi convidado a fazer parte da instituição. “Comecei como diretor de Patrimônio, depois fui diretor de Relações Públicas, vice-presidente e, com a morte do Jeferson (que havia retornado à presidência) em junho de 2008 assumi o cargo”. 

 

Breve Histórico

 

Fundada em 1993, a APMDFESP nasceu de uma conversa no Centro Médico da Polícia Militar do Estado de São Paulo, no ano anterior. Desse bate-papo entre o 3.º Sgt. Ref. PM Jefferson Eduardo Patriota dos Santos e o 2.º Ten. Res. PM José Roberto Pinatti, ambos paraplégicos, surgiu o desejo de criar um Clube de Paraplégicos. Mas a ideia inicial evoluiu para uma associação porque isso facilitaria o trabalho prol desses valentes profissionais.

(Foto: Acervo APMDFESP) O Sargento Jefferson Eduardo patriota dos Santos foi o primeiro a ocupar a presidência da associação

(Foto: Acervo APMDFESP) O Sargento Jefferson Eduardo patriota dos Santos foi o primeiro a ocupar a presidência da associa

Assim, o Sargento Jefferson se tornou o presidente da nova instituição. Por causa das dificuldades do início, a APMDFESP ocupava uma pequena sala cedida pelo presidente da Associação dos Oficiais da Reserva e Reformados PM (AORPM), Cel. Res. PM Edilberto de Oliveira Melo (também o sócio número 1 da entidade) em sua Sede Social. Algum tempo depois, o superintendente da Caixa Beneficente da PM, Coronel PM Luiz Carlos dos Santos cedeu, em locação, o lugar que abriga a sede da instituição, na Zona Norte da capital paulista nos dias de hoje. Além deles, a APMDFESP contou também com o apoio inestimável do Coronel PM Theseo Darcy Bueno de Toledo, entre tantos outros companheiros importantes em nossa jornada.

Alem de atuar na reabilitação física e psicológica do policial militar com deficiência e seus dependentes,a APMDFESP abraçou outras lutas que dizem respeito às condições de trabalho e salários desses profissionais, como por exemplo, a PEC 300 (já aprovada no primeiro turno),  que estabelece o piso nacional de salários para policiais militares, civis e bombeiros militares no Brasil.

“A gente incorporou o espírito de batalha para conseguir mais benefícios para os PMs. E temos conquistado algumas vitórias como, por exemplo, o ALE (Adicional de Local de Exercício) para os inativos. Lembro bem o dia em que nós fomos levar o ofício com a solicitação para o deputado Barros Munhoz, que era o presidente da Assembleia Legislativa. Conosco estava o Sargento reformado Paulo Telhada, pai do vereador Coronel Telhada. Explicamos para o Barros que só quem recebia esse benefício eram os que estavam na ativa. O governador entendeu e resolveu a questão. Quando foram concedidos os 100% para os inativos, o valor seria pago em cinco anos, 20% em de cada vez. Em um segundo momento, pleiteamos que fosse pago 100% do ALE de uma vez, para todo policial que passou para a inatividade por incapacidade física,  independente de estar em serviço ou não. Muita gente se apropriou dessa vitória, mas foi a APMDFESP que lutou e conseguiu o beneficio”, comentou Elcio Inocente.

 

(Foto: Acervo APMDFESP) O Tenente José Roberto Pinatti foi o segundo presidente da entidade

O presidente relembra, ainda, que houve muitas outras batalhas, ao lado de companheiros que já se foram. “Muitos dos guerreiros da APMDFESP que iniciaram a luta pelo policial portador de deficiência e as dificuldades que ele enfrenta ficaram pelo caminho,mas serão lembrados sempre em nossos corações”.

Segundo pesquisa feita pelo Sargento PM Gilberto Marques do setor de estatística da associação, em 2010 haviam 5.367 portadores de necessidades especiais na Polícia Militar do Estado de São Paulo. Mas estima-se que esse número tenha aumentado bastante nos últimos anos.

A APMDFESP atua na reabilitação do policial militar portador de deficiência e seus dependentes, sem esquecer de lutar pela melhoria das condições de trabalho e salários dos policiais militares. Atualmente, a APMDFESP conta com aproximadamente 24 mil associados e 13 mil segurados. É uma pessoa jurídica de direito privado, instituída na forma de sociedade civil, com fim beneficente, de caráter filantrópico e assistencial, representando, prioritariamente e na forma de seu estatuto, os policiais militares portadores de deficiência, além de toda a corporação policial militar.

Entre os benefícios que o associado e seus dependentes têm estão os serviços oferecidos pelo Departamento de Clínicas e Reabilitação, com atendimentos feitos por psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e médico fisiatra. Os associados da APMDFESP também contam com assistência jurídica e social, equoterapia, terapia aquática, esporte, lazer, curso de mergulho e convênios com vários parceiros de diferentes áreas. A APMDFESP também tem forte atuação na recolocação de portadores de deficiência no mercado de trabalho.

Vista aérea da sede, na Zona Norte, que oferece aos associados fisoterapia, terapia ocupacional, hidroterapia em piscina aquecida e que conta também como profissionais como fonoaudióloga, nutricionista, médico fisiatra, além do Departamento Jurídico

Luto: Maíra, filha de Silvio Pupo, representante de Santos, faleceu nesta madrugada; a jovem tinha atrofia espinhal progressiva

É com imensa tristeza que informamos que Maíra Magalhães Pupo, de 20 anos, filha de Silvio Pupo, representante de Santos, faleceu na madrugada desta quinta-feira (22/06). A jovem tinha atrofia espinhal progressiva e estava em casa ontem (21/06), quando passou mal e foi levada ao Hospital Ana Costa.

De acordo com Marcos Pereira Baessa, membro da representação de Santos e que está dando apoio  à família para resolver questões referentes ao sepultamento, o velório deve acontecer a partir do meio-dia, no Memorial de Santos.

Nesse momento de grande dor, pedimos a Deus que conforte os pais que sempre fizeram o máximo para dar todo o suporte  que a  jovem necessitava.