APMDFESP cobra – novamente – reajuste salarial para policiais paulistas.

Nesta semana o Presidente da APMDFESP – Associação dos Policias Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo, Elcio Inocente, redobrou a cobrança para que o Governo do Estado conceda, o mais breve possível, reajuste salarial para os policiais paulistas.

“Estive com o Secretário de Segurança Pública, Magino Alves, e argumentei sobre o descontentamento da nossa diretoria em não ver o Governo se esforçar para atender nossa reivindicação de reajuste salarial”, afirmou o presidente da APMDFESP.

Durante o encontro, que reuniu outras entidades da PM, o presidente apresentou outras demandas do quadro associativo.

“Representamos um contingente de 25 mil associados, e por eles nós vamos a qualquer Autoridade reivindicando os direitos dos nossos companheiros”, disse Elcio Inocente.

A Diretoria da APMDFESP tem cobrado intensamente o Governo Estadual para o reajuste salarial. “A imprensa divulga diariamente grandes apreensões e ocorrências de vulto, fruto do trabalho da melhor polícia do Brasil e nem assim os governantes valorizam a categoria.

Não vamos desistir. Continuaremos cobrando”.

O Secretário afirmou que o Estado atravessa um momento financeiro delicado, mas que estuda a reivindicação.

Galeria de fotos:

Associado da APMDFESP bate recorde mundial e é campeão paraolímpico no lançamento de disco.

Até o ano de 2005 André Rocha vestia uma camisa: a da Polícia Militar do Estado de São Paulo. No final daquele ano começava uma reviravolta em sua vida. Ao perseguir um bandido, ele sofreu uma queda de um muro e teve uma lesão na coluna. Ficou paraplégico.

A família passou por momentos bastante difíceis. Enquanto o Estado praticamente abandonou o policial, a APMDFESP iniciava o seu trabalho, acolhendo André e seus familiares.

O tempo foi passando e André viu uma porta se abrir ao ingressar no esporte. Mas foram inúmeros obstáculos até chegar à tarde desta terça-feira, 18 de julho quando o mundo ouviu o grito que estava parado na garganta desse HERÓI: André conquistou medalha de ouro no lançamento de disco e marcou o novo recorde mundial da prova.

De Londres, o paulista de Taubaté disse á imprensa que “as pessoas não fazem ideia do que esse título significa para mim. Para quem chegou até a cogitar abandonar o esporte, alcançar algo como esse ouro não tem preço. Foi muita luta, suor e fé em Deus. Tenho que agradecer à minha família, treinador…… Muita gente que me apoia e que acredita no meu trabalho. Estou muito, muito feliz”, disse o associado André em entrevista a veículo de circulação nacional.

“Sinto uma alegria muito grande em lembrar que fui eu que associei o André em um momento muito difícil da vida dele. No decorrer de todos esses anos, a nossa regional de Mogi das Cruzes esteve próximo a ele e a família dele. Hoje vemos mais um GUERREIRO honrando o Brasil lá fora. Quando o André voltar ao Brasil e para Taubaté faremos uma visita a ele, levando o nosso abraço. Parabéns André. Parabéns a família do André que nunca deixou de apoia-lo”, disse o presidente Elcio Inocente.

Aumenta o número de policiais militares que procuram atendimento dos psicólogos da APMDFESP

A associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo (APMDFESP) é bastante reconhecida por seu trabalho de reabilitação física. Mas a entidade também possui em seu quadro psicólogos que atendem os policiais militares e seus familiares e o número de atendimentos feitos por esses profissionais aumentou de 2.330 (em 2013) para 3.928 (2016).

O trabalho dessa equipe formada por dez psicólogos consiste, entre outras coisas, em auxiliar o paciente a lidar com seus limites, recuperar a autoestima e melhorar seus relacionamentos e qualidade de vida. O atendimento mais procurado é o individual, cuja maioria dos pacientes consiste de dependentes. Mas, de acordo com Luciana Vazquez, psicóloga e supervisora do Setor de Psicologia da APMDFESP, de cinco anos para cá os policiais militares têm mostrado mais preocupação com a saúde psíquica e hoje correspondem a quase 20% do total de pacientes.

Todos os psicólogos da APMDFESP são civis. “Tentamos acolher o Policial Militar para que consiga falar com liberdade sobre todas as questões que o trazem até aqui”, comenta Luciana Vazquez, que é Supervisora de Psicologia e trabalha há 14 anos na instituição.

Outros atendimentos

Grupo com adolescentes: formado por jovens e o propósito é ajudar os participantes a lidar com conflitos familiares, questões de autoestima e temas específicos da idade.

Grupo com crianças: o foco é a interação, socialização, trabalhar conflitos. Normalmente, nesse grupo há o acompanhamento de psicopedagoga.

Grupo cognitivo: composto por pacientes que tiveram afasia (dificuldade na fala decorrente de Acidente Vascular Cerebral). Trabalha a memória e comunicação.

Grupo de idosos: fazem atividades motoras nas quais participam, além dos psicólogos, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e fonoaudióloga. São realizadas atividades motoras e de interação social.

Grupo de mulheres da terceira idade: acompanhamento de terapeutas que abordam e discutem questões emocionais das idosas.

Terapia de casal: atendimento de casais com conflitos no matrimônio.

Serviço: O policial militar não precisa de encaminhamento médico para se consultar com os psicólogos da APMDFESP, apenas seus dependentes. Os atendimentos no setor de psicologia da sede são realizados de segunda a sexta, das 8h as 17h. Nas representações, há a necessidade de checar o horário.

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