“Eu pedia toda noite para morrer”, comentou Antonio Figueiredo, vice-presidente da APMDFESP, ao Assembleia Segurança, sobre o período após ter se tornado paraplégico depois de ser alvejado em uma troca de tiros; assista ao programa na íntegra

 

Carla Francisco,  Coronel Camilo, Antonio Figueiredo e Fernando Capano durante gravação do programa Assembleia Segurança, da TV Alesp

 

Antônio Figueiredo (vice-presidente da APMDFESP), Fernando Capano (advogado responsável pelo departamento jurídico) e o deputado estadual Coronel Camilo  foram os entrevistados da jornalista Carla Francisco, no programa Assembleia Segurança, na  TV  Assembleia Legislativa de São Paulo, gravado na última terça-feira (13/06),  já disponível no youtube e que pode ser visto na íntegra clicando abaixo.

Com  duração de uma hora, o programa abordou a atuação da APMDFESP junto aos policiais militares e seus familiares. Antonio Figueiredo deu detalhes da ocorrência em que foi alvejado com um tiro que o deixou paraplégico,  em 1989.  O vice-presidente lembrou da fase de adaptação sem receber salário por três meses, tendo esposa, dois filhos (de um ano e meio e outro recém-nascido) e muitas contas atrasadas,  incluindo o aluguel.

“Eu pedia toda noite para morrer”, contou ele sobre seu desespero. De acordo com o vice-presidente, naquele momento foram os policiais militares amigos lhe deram apoio e  forças para prosseguir. E depois conheceu o trabalho da APMDFESP. “Consegui ter dignidade. Se não fosse a Associação, eu estaria no farol vendendo balas hoje”. concluiu.

O Dr. Fernando Capano falou sobre a atuação da APMDFESP na área jurídica, defendendo os interesses de todos os policiais militares associados e seus dependentes. Ele recordou também do caso de policiais mortos fora do horário de serviço apenas por serem identificados como policiais.O advogado também abordou a  necessidade de mudanças nas leis que possam possibilitar que os PMs portadores de deficiência sejam novamente admitidos na corporação e possam contar com a garantia de progressão na carreira.

O Coronel Camilo falou de sua atuação como deputado na Assembleia Legislativa para melhorar a vida do policial militar portador de deficiência.   E lembrou também da proximidade com a instituição, da qual e sócio, e de uma experiência pessoal: sua esposa teve um problema de saúde, ficou internada e, depois,  precisou de cadeira de rodas, andador e outros equipamentos, sendo prontamente atendida pela APMDFESP. O deputado recordou  que  quando era comandante-geral da Policia Militar fez a doação de um ônibus com rampas para a entidade e que autorizou viaturas orgânicas a transportarem policiais militares para fazer fisioterapia. 

 

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“Eu pedia para morrer todas as noites”, comentou Antonio Figueiredo, vice-presidente da APMDFESP, ao programa Assembleia Segurança, sobre o período após ter se tornado paraplégico depois de ser alvejado em uma troca de tiros

Coronel Camilo, Romildo Pytel, Antonio Figueiredo e Fernando Capano logo após a gravação do programa Assembleia Segurança

Antônio Figueiredo (vice-presidente da APMDFESP), Fernando Capano (advogado responsável pelo departamento jurídico) e o deputado estadual Coronel Camilo  foram os entrevistados da jornalista Carla Francisco, no programa Assembleia Segurança, na  TV  Assembleia Legislativa de São Paulo, que vai ao ar hoje (14/06), às 21h, pelo canal 7  da Net, 9 da Vivo e 61.2 (TV Digital). Romildo Pytel (diretor jurídico) também acompanhou a gravação feita ontem (13/06).

Com  duração de uma hora, o programa abordou a atuação da APMDFESP junto aos policiais militares e seus familiares. Antonio Figueiredo deu detalhes da ocorrência em que foi alvejado com um tiro que o deixou paraplégico,  em 1989.  O vice-presidente lembrou da fase de adaptação sem receber salário por três meses, tendo esposa, dois filhos (de um ano e meio e outro recém-nascido) e muitas contas atrasadas incluindo o aluguel.

“Eu pedia para morrer toda noite”, contou ele sobre seu desespero. De acordo com o vice-presidente, naquele momento foram os policiais militares amigos lhe deram apoio e  forças para prosseguir. E depois conheceu o trabalho da APMDFESP. “Consegui ter dignidade. Se não fosse a Associação, eu estaria no farol vendendo balas hoje”. concluiu.

O Dr. Fernando Capano falou sobre a atuação da APMDFESP na área jurídica, defendendo os interesses de todos os policiais militares associados e seus dependentes. Ele recordou também do caso de policiais mortos fora do horário de serviço apenas por serem identificados como policiais.O advogado também abordou a  necessidade de mudanças nas leis que possam possibilitar que os PMs portadores de deficiência sejam novamente admitidos na corporação e possam contar com a garantia de progressão na carreira.

O Coronel Camilo falou de sua atuação como deputado na Assembleia Legislativa para melhorar a vida do policial militar portador de deficiência.   E lembrou também da proximidade com a instituição, da qual e sócio, e de uma experiência pessoal: sua esposa teve um problema de saúde, ficou internada e, depois,  precisou de cadeira de rodas, andador e outros equipamentos, sendo prontamente atendida pela APMDFESP. O deputado recordou  que  quando era comandante-geral da Policia Militar fez a doação de um ônibus com rampas para a entidade e que autorizou viaturas orgânicas a transportarem policiais militares para fazer fisioterapia. 

Carla Francisco entrevistou o deputado Coronel Camilo, Antonio Figueiredo e Fernando Capano

 

“Equipe de profissionais é muito atenciosa”, comenta Sargento PM, pai de gêmeos atendidos pela associação

 

Sargento PM Luis Carlos Xavier dos Santos Filho, casado com Adriana Cristina Pereira Xavier dos Santos, pais dos gêmeos Guilherme (à esq.) e Gustavo, de 8 anos.

“Me associei em 1999, quando fazia o curso de Sargento,  após ver palestra com um PM cadeirante. Me interessei pela proposta de dar suporte aos colegas. Nunca imaginei que iria precisar. É a primeira vez que utilizo os benefícios da associação. Quando minha esposa estava com 15 semanas de gestação foi detectado no ultrassom a síndrome de transfusão feto-fetal, um desequilíbrio no fluxo de sangue para os bebês.

Foi feito uma ablação a laser para resolver a questão. Mas o Gustavo, por falta de oxigenação no cérebro, nasceu com problemas na coordenação motora do lado direito, dificuldade na fala e um leve atraso em relação ao irmão. Os dois fizeram o exame do pezinho no hospital e deu tudo bem. Mas aos seis meses o levamos ao neurologista porque o Guilherme dava cambalhota e o Gustavo mal se apoiava. Soubemos após a ressonância que ele tinha hemiparesia. Aos oito anos ele começou tratamento na AACD. Todos foram super atenciosos com ele, que ficou lá por cinco anos. Ganhou alta porque já havia conseguido certa independência, mas com indicação para continuar o tratamento.

Procuramos a APMDFESP porque a professora pediu avaliação neuropsicológica do Gustavo para saber se ele faria parte do programa de inclusão da escola. Aqui fizemos entrevista com o fisiatra, trouxemos a documentação do pediatra e passamos pela equipe de profissionais da entidade: fisioterapeuta, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional e concluíram que ele deveria fazer fisioterapia e ser acompanhado pela fonoaudióloga. E o Guilherme acabou virando paciente da fono também porque tem um problema de dicção.

Começamos no final do ano passado e só tenho que agradecer à APMDFESP. O Gustavo, que não lia, começou a ler. E nós agora  compreendemos melhor o que ele quer. A evolução tem sido muito boa. A equipe de profissionais é muito  atenciosa, gente que gosta do que faz. No final de cada uma das sessões nos dão retorno e direcionam para dar continuidade em casa.”

Sargento Luis Carlos Xavier dos Santos Filho, casado com Adriana Cristina Pereira Xavier dos Santos, pais dos gêmeos Guilherme e Gustavo, de 8 anos.