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Leia entrevista do único PM inocentado no julgamento dos policiais acusados de assassinato após perseguição no Butantã; Soldado foi defendido por advogados da APMDFESP

O Soldado PM Silvio André Conceição, associado da APMDFESP, que respondia pelo assassinato de Paulo Henrique Porto de Oliveira, após perseguição no Butantã em setembro de 2015, e absolvido da acusação de homicídio e fraude processual na terça-feira (13/03), deu a primeira entrevista desde que deixou o Presídio Militar Romão Gomes. Ele foi defendido pela equipe jurídica da associação e ficou preso por um ano e seis meses. Leia na íntegra, abaixo, o e-mail que ele nos enviou na noite de domingo (19/03).

“Em primeiro lugar, gostaria de agradecer pela oportunidade de me expressar perante o site da APMDFESP. Durante todo este processo a associação se empenhou em fornecer o melhor que tinham disponível para mim e para a minha família, e é com prazer que retribuo com esta matéria.

APMDFESP:  Como se sentiu quando soube que foi absolvido? 

Soldado PM Silvio André Conceição: No primeiro momento, aliviado, e em seguida satisfeito porque finalmente a justiça havia sido feita no meu caso.

Você acreditava que seria absolvido?

Sim, sempre tive certeza. Não cometi nenhum crime e isso ficou provado com a declaração da minha total inocência em todas as acusações.

Acha que a justiça foi feita no seu caso? 

Não totalmente, pois ainda que tenha sido absolvido agora, sou inocente (como sempre afirmei), mas mesmo assim passei um ano e meio preso injustamente, mesmo com todos os esforços para provar que a decisão de restringir minha liberdade era improcedente. Meus direitos constitucionais foram cerceados pela Justiça por todo este tempo, que não irá voltar.

Como definiria o trabalho feito pela equipe do Dr. Fernando Capano?

O trabalho realizado foi excelente, apresentado de maneira técnica, responsável, humana e extremamente profissional.

A equipe o acompanhou, deu o suporte esperado?

Desde o primeiro momento a equipe, bem como o próprio Dr. Fernando Capano, Dr. Evandro Capano, Dr. Luis Gralho e Dr. Renato Marques se mostraram interessados no processo, esclareceram as minhas dúvidas e de minha família e se mostraram solícitos em relação ao caso.  Como esta foi a primeira vez que eu e minha família precisamos de assistência jurídica, pois nunca tivemos nenhum problema com a Justiça, tivemos diversas dúvidas, inclusive sobre a decisão de qual advogado escolher para nos representar. Chegamos a sofrer preconceito por ter optado por um advogado da Associação, em detrimento a um advogado particular mais famoso. Entretanto, ao longo destes 18 meses, a nossa escolha se mostrou a cada dia mais assertiva. Além de recebermos o suporte do advogado e equipe (tanto eu, como minha família, como citei há pouco), em momento algum me senti desamparado e nem que o processo havia sido deixado de lado, ou tratado com menor importância. E,  no encerramento deste caso (ainda que demasiadamente demorado devido a morosidade da Justiça), ficou evidente que não poderíamos ter feito uma melhor opção. O advogado foi extremamente profissional e competente para lidar com a gravíssima e improcedente acusação que eu sofri, além de expor de maneira clara, objetiva, embasada juridicamente, e com provas concisas a minha inocência.

Imaginou que algum dia precisaria de um advogado para defendê-lo em uma situação como essa?

Não, nunca imaginei. Até porque sempre agi dentro da legalidade, com muita ética e técnica profissional, com responsabilidade. Inclusive recebi diversos elogios e láureas ao longo da minha carreira que confirmam a forma como desempenho a minha profissão de Policial Militar. Imaginei que um dia pudesse morrer em serviço devido a periculosidade da profissão policial, mas jamais ser submetido a acusações tão graves e infundadas desta forma.

Valeu a pena ser associado da APMDFESP? 

Com certeza. Não apenas pelo excelente apoio jurídico que a Associação nos proveu, mas principalmente pelo magnífico trabalho que é realizado junto às pessoas necessitadas e heróis que passaram por algum fato trágico ao longo de sua jornada profissional. Desde a Escola de Soldados conheci um pouco sobre o trabalho realizado, que me comoveu desde o início. É muito bom ter alguma instituição olhando por aqueles que oferecem a sua vida para proteger a sociedade.”

Equipe jurídica da APMDFESP acompanhou todos os atos do processo desde o início

Fernando Capano terno

O advogado Fernando Capano é o responsável pelo Departamento Jurídico da APMDFESP

O advogado Fernando Capano, um dos coordenadores do Departamento Jurídico da APMDFESP, também comentou sobre o  julgamento. “Esse resultado positivo aconteceu porque conseguimos provar aos jurados que nosso associado não participou do homicídio e nem da fraude processual. Ele simplesmente não estava no local dos fatos na ocasião em que os tiros foram desferidos”, comentou.

O advogado explicou que o PM foi acusado na modalidade de participação, o que significa que, embora não fosse o responsável pelos tiros, no entendimento do promotor de justiça, ele deveria ser condenado porque teria ficado ao lado do corpo, dando cobertura aos demais policiais, bem como forjando a cena do crime posteriormente.

“Foi um trabalho árduo de um ano e meio, tempo em que estudamos o caso, acompanhando todos os atos do processo, bem como produzindo defesa nas cerca de 24 horas que ficamos em plenário, considerando-se os dois dias do júri”, lembrou o advogado, feliz com a sentença de absolvição, resultado dos esforços da equipe formada também pelos advogados Evandro Capano, Luís Gralho e Renato Marques.

“Imagine se não tivéssemos conseguido a absolvição: ele poderia ter sido condenado a uma pena de cerca de 12 anos de reclusão, o que acabaria com a vida dele. A responsabilidade é muito grande. E sete pessoas do povo, soberanas para julgar, após ouvir nossas razões, decidiram que nosso associado é inocente”, concluiu Capano.

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APMDFESP recebe doação e dá prótese para associado

 

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Cabo PM Rodrigo Carvalho de Souza, associado da APMDFESP

“Me associei há cerca de oito anos. Cerca de seis meses depois, quando estava de folga, fui soltar um rojão e ele estourou na minha mão. Precisei fazer amputação total da mão direita. Toda a reabilitação foi feita aqui com terapeuta ocupacional e me forneceram na época todos os materiais para os curativos. E todas as quatro outras próteses que precisei foram fornecidas pela APMDFESP.

Essa atual foi doação de uma senhora, Dona Benedicta (leia mais e conheça outro beneficiado por essa doação  aqui). E a troca é necessária porque com o tempo há o ressecamento e a prótese acaba machucando. Agora também estou fazendo fisioterapia porque comecei a ter dores no joelhos. A ressonância magnética mostrou tendinite patelar e o médico orientou a fazer o tratamento.

Quando meu pai bateu a cabeça também precisei de cadeira de rodas e de banho emprestadas. Costumo perguntar para todos os PMs quem é associado e me dou como exemplo. Aqui sou sempre muito bem atendido.”

Cabo PM Rodrigo Carvalho de Souza

Guarulhos: conheça o responsável pela representação e quais são os serviços prestados

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Soldado PM Antônio Messias, representante de Guarulhos

“Entrei na PM em 27 julho de 1995, dia do meu aniversário. Fiquei um ano e fui baleado em 17 de outubro de 1996. Fui abordado por três indivíduos no Bairro dos Pimentas, com o Soldado PM Martins. Um deles tomou a arma do Soldado e conseguiu atirar na gente. Mas já estavam armados antes. Tomei quatro tiros na perna, braço e região do peito. Esse transfixou e atingiu minha coluna. Fiquei paraplégico. O Martins levou dois na região do ombro, mas se recuperou.

Nessa época não conhecia a APMDFESP ainda. Isso só aconteceu em 2002 em uma manifestação na avenida Paulista. O diretor Wladimir de Menezes me convidou para ser sócio. E aqui utilizei a fisioterapia, consegui cadeira de rodas, de banho.

Tempos depois, me convidaram para ser membro do Conselho Fiscal. Recentemente me tornei representante em Guarulhos. E foi um sonho antigo meu. Nós sentimos na pele o que é ter nova adaptação. E acabamos passando nossa experiência para quem sofre acidente ou tem alguém na família passando por isso. Essa adaptação não costuma ser rápida nem fácil. Mas podemos dar esse apoio e mostrar que a vida não acabou.”

Soldado PM Antônio Messias

Serviços Prestados

Departamento Jurídico:
• Área Civil
• Área Familiar
• Área Trabalhista
• Área Criminal
terça e quinta-feira, das 9h às 12h.

Fisioterapia

Segunda a sexta, das 7h às 13h

Atendimento Psicológico
Sexta, das 8h às 14h.

Representante

Toninho Messias

Endereço
Avenida Julio Prestes, 89 –Vila Galvão – Guarulhos – São Paulo
CEP: 7063-010
Tel.: (11) 4386-1730/ (11) 4386-1739
Horário de Funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h