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Estresse ocupacional em Policiais Militares: como vencer esse inimigo?

 Por Telma Silva (Psicóloga)

Estresse  ocupacional consiste em um conjunto de alterações físicas e psicológicas que se manifestam no decorrer do exercício de uma atividade profissional, geralmente em situações que exigem do indivíduo posturas, habilidades e recursos (emocionais, intelectuais, sociais) além dos quais ele se encontra preparado para oferecer ou suportar naquele momento.

No caso dos policiais militares esse quadro é ainda mais comum, pois as vivências de tensão características da profissão já favorecem sua instalação e manutenção. Também contribuem outros fatores como as preocupações com problemas familiares, sociais, financeiros e os aspectos específicos da personalidade de cada pessoa.

Por isso,  é importante estar atento aos sinais que o corpo e a mente enviam e os quais podem estar revelando um quadro de estresse. Entre eles, o cansaço físico e mental constante, baixa produtividade, perda de interesse pelas atividades ligadas ao trabalho, fadiga, exaustão, dificuldade de concentração e memória, falta de paciência, irritabilidade, sentimento de incapacidade ou inutilidade, desânimo, ansiedade, isolamento social, insônia ou sono exagerado, entre diversos outros mais.

Como reverter o quadro

Primeiro se torna imprescindível assumir sua existência. Não adianta fingir que está tudo bem, pois negar o fato apenas servirá de colaboração para o problema aumentar e agravar ainda mais. O segundo passo é buscar ajuda profissional: aceitar suas limitações, reconhecer que precisa de ajuda e procurar atendimento psicológico. Assim ficará mais fácil descobrir e potencializar recursos (internos e externos) que favorecerão na diminuição e prevenção ao stress.

Além da psicoterapia, muitas vezes faz se necessário o acompanhamento psiquiátrico com o uso de medicação para auxiliar na atenuação dos sintomas. Recomenda-se, também, o investimento na vida familiar e social: estar mais presente, disponível ao contato, aberto para o diálogo e à afetividade dentro do lar e manter relacionamentos sociais

A adoção de posturas ativas e menos sedentárias, como a prática de esportes, o cultivo de algum hobby e hábitos de vida saudáveis e prazerosos consistem em ferramentas importantes para combater o estresse.

Questione-se sobre as coisas que não gosta e avalie quais delas realiza em seu dia a dia, seja por necessidade, obrigação, dificuldade de dizer não, incapacidade ou impossibilidade de colocar limites. Desenvolver alguma atividade profissional da qual não goste, por exemplo, pode desencadear insatisfação e mal-estar psíquico,   contribuindo para levar a um quadro de estresse.

Do mesmo modo, perguntar sobre as coisas de que gosta e observar de quantas delas abriu mão nos últimos tempos. É provável que se surpreenda ao perceber que deixou de realizar muitas ações das quais gostava. Deve organizar-se, arrumar tempo para si, cultivar amizades, hobbies, ideais, sonhos. Desta forma estará cuidando naturalmente da sua saúde física e mental e, consequentemente,  lidará melhor com as exigências profissionais e sociais, sem se deixar vencer por esse inimigo invisível.

Cabe a cada pessoa/equipe/instituição buscar descobrir e desenvolver atitudes e técnicas que possam colaborar para aumentar a qualidade de vida e amenizar e prevenir o estresse. No caso das instituições é extremamente importante que os gestores ofereçam programas de prevenção a esse mal, seja através de atividades internas como palestras, dinâmicas, plantão psicológico ou ainda de estimulo para que os profissionais busquem o tratamento psicoterápico e psiquiátrico. Cabe aos superiores orientar e auxiliar na desmistificação dos preconceitos existentes em relação aos cuidados com a saúde mental.

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* Telma Silva é especialista em Psicologia Clínica, atua na área desde 2003 e  trabalhou na APMDFESP Campinas entre 2009 e 2014.

 

 

 

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Presidente da APMDFESP é agraciado com Moeda Desafio Comemorativa do 36º Aniversário do Comando de Policiamento de Trânsito

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(Fotos: André Aguiar) Elcio Inocente, durante cerimônia no Teatro Sérgio Cardoso

 

O presidente Elcio Inocente estava entre os convidados da solenidade que celebrou o 36º Aniversário do Comando de Policiamento de Trânsito do Primeiro Batalhão de Polícia de Trânsito e do Segundo Batalhão de Polícia de Trânsito.

O evento aconteceu em 27 de abril, no Teatro Sérgio Cardoso, na Bela Vista. Durante a cerimônia, o presidente foi homenageado com a Moeda Desafio, que foi instituída com a finalidade de distinguir personalidades civis e militares que tenham contribuído com o comando de Policiamento de Trânsito da Policia Militar do Estado de São Paulo, para o cumprimento de missões que tenham relação com o policiamento de trânsito urbano e apoiado atividades de polícia ostensiva e de preservador da ordem pública.

 

APMDFESP: uma história de lutas

(Foto: Divulgação) Elcio Inocente, presidente da APMDFESP

 

A Asssociação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo (APMDFESP) comemorou 24 anos de vida no dia 29 de janeiro. A data foi comemorada com muita alegria e e recordação da superação dos muitos obstáculos que apareceram ao longo do caminho.

A história da APMDFESP emociona a todos, mas principalmente aqueles que estão há mais tempo na luta pelos direitos do policial militar portador de deficiência,como o presidente da instituição, Elcio Inocente, de 66 anos,3º Sargento PM, que conheceu a APMDFESP em 1997.

“Nosso começo foi uma luta. Montávamos cestas básicas com doações de alimentos que vinham à granel. Com esse material, fazíamos sacolinhas para dar aos policiais mais necessitados. No começo só havia fisioterapia e a parte social. Nossos recursos eram muito limitados. Mas o tempo foi nos norteando, conseguimos agrupar mais policiais deficientes, o número de associados foi aumentando e nos possibilitando melhorar nosso atendimento”, lembra o presidente.

Cadeirante desde 79, em virtude de uma troca de tiros ocorrida quando atendeu um chamado de assalto com refém, o 3º Sargento PM Elcio Inocente foi convidado a fazer parte da instituição. “Comecei como diretor de Patrimônio, depois fui diretor de Relações Públicas, vice-presidente e, com a morte do Jeferson (que havia retornado à presidência) em junho de 2008 assumi o cargo”. 

 

Breve Histórico

 

Fundada em 1993, a APMDFESP nasceu de uma conversa no Centro Médico da Polícia Militar do Estado de São Paulo, no ano anterior. Desse bate-papo entre o 3.º Sgt. Ref. PM Jefferson Eduardo Patriota dos Santos e o 2.º Ten. Res. PM José Roberto Pinatti, ambos paraplégicos, surgiu o desejo de criar um Clube de Paraplégicos. Mas a ideia inicial evoluiu para uma associação porque isso facilitaria o trabalho prol desses valentes profissionais.

(Foto: Acervo APMDFESP) O Sargento Jefferson Eduardo patriota dos Santos foi o primeiro a ocupar a presidência da associação

(Foto: Acervo APMDFESP) O Sargento Jefferson Eduardo patriota dos Santos foi o primeiro a ocupar a presidência da associa

Assim, o Sargento Jefferson se tornou o presidente da nova instituição. Por causa das dificuldades do início, a APMDFESP ocupava uma pequena sala cedida pelo presidente da Associação dos Oficiais da Reserva e Reformados PM (AORPM), Cel. Res. PM Edilberto de Oliveira Melo (também o sócio número 1 da entidade) em sua Sede Social. Algum tempo depois, o superintendente da Caixa Beneficente da PM, Coronel PM Luiz Carlos dos Santos cedeu, em locação, o lugar que abriga a sede da instituição, na Zona Norte da capital paulista nos dias de hoje. Além deles, a APMDFESP contou também com o apoio inestimável do Coronel PM Theseo Darcy Bueno de Toledo, entre tantos outros companheiros importantes em nossa jornada.

Alem de atuar na reabilitação física e psicológica do policial militar com deficiência e seus dependentes,a APMDFESP abraçou outras lutas que dizem respeito às condições de trabalho e salários desses profissionais, como por exemplo, a PEC 300 (já aprovada no primeiro turno),  que estabelece o piso nacional de salários para policiais militares, civis e bombeiros militares no Brasil.

“A gente incorporou o espírito de batalha para conseguir mais benefícios para os PMs. E temos conquistado algumas vitórias como, por exemplo, o ALE (Adicional de Local de Exercício) para os inativos. Lembro bem o dia em que nós fomos levar o ofício com a solicitação para o deputado Barros Munhoz, que era o presidente da Assembleia Legislativa. Conosco estava o Sargento reformado Paulo Telhada, pai do vereador Coronel Telhada. Explicamos para o Barros que só quem recebia esse benefício eram os que estavam na ativa. O governador entendeu e resolveu a questão. Quando foram concedidos os 100% para os inativos, o valor seria pago em cinco anos, 20% em de cada vez. Em um segundo momento, pleiteamos que fosse pago 100% do ALE de uma vez, para todo policial que passou para a inatividade por incapacidade física,  independente de estar em serviço ou não. Muita gente se apropriou dessa vitória, mas foi a APMDFESP que lutou e conseguiu o beneficio”, comentou Elcio Inocente.

 

(Foto: Acervo APMDFESP) O Tenente José Roberto Pinatti foi o segundo presidente da entidade

O presidente relembra, ainda, que houve muitas outras batalhas, ao lado de companheiros que já se foram. “Muitos dos guerreiros da APMDFESP que iniciaram a luta pelo policial portador de deficiência e as dificuldades que ele enfrenta ficaram pelo caminho,mas serão lembrados sempre em nossos corações”.

A APMDFESP atua na reabilitação do policial militar portador de deficiência e seus dependentes, sem esquecer de lutar pela melhoria das condições de trabalho e salários dos policiais militares. Atualmente, a APMDFESP conta com aproximadamente 22 mil associados, dos quais 5 mil são portadores de deficiência e 13 mil segurados. A APMDFESP é uma pessoa jurídica de direito privado, instituída na forma de sociedade civil, com fim beneficente, de caráter filantrópico e assistencial, representando, prioritariamente e na forma de seu estatuto, os policiais militares portadores de deficiência, além de toda a corporação policial militar.

Entre os benefícios que o associado e seus dependentes têm estão os serviços oferecidos pelo Departamento de Clínicas e Reabilitação, com atendimentos feitos por psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e médico fisiatra. Os associados da APMDFESP também contam com assistência jurídica e social, equoterapia, terapia aquática, esporte, lazer, curso de mergulho e convênios com vários parceiros de diferentes áreas. A APMDFESP também tem forte atuação na recolocação de portadores de deficiência no mercado de trabalho.

Vista aérea da sede, na Zona Norte, que oferece aos associados fisoterapia, terapia ocupacional, hidroterapia em piscina aquecida e que conta também como profissionais como fonoaudióloga, nutricionista, médico fisiatra, além do Departamento Jurídico